27 de dezembro de 2009
Planeamento
Dos vidas organizándose mutuamente.
En el 2006 jugábamos con encontrarnos en el 2009.
En el 2007 planeamos: adelantar nuestro encuentro, 2008 en Buenos Aires, 2009 en Porto Alegre.
En el 2009 elegimos: 2010 y 2011 continuar en Porto Alegre!
Entrando en el 2010, que será lo que nos espera?
La felicidad de elegir, de elegirnos el uno al otro, año trás año.
El amor nos lleva...
Feliz 2010 para todos!
Planejamento
Duas vidas se organizando mutuamente.
No 2006 brincávamos com nos encontrarmos no 2009.
No 2007 planejámos: adiantar o encontro, o 2008 em Buenos Aires, o 2009 em Porto Alegre.
No 2009 escolhemos: 2010 e 2011 continuar em Porto Alegre!
Entrando no 2010, o que será que espera por nós?
A felicidade de escolher, de escolhermos um ao outro, ano trás ano.
O amor nos leva...
Feliz 2010 para todos!
21 de novembro de 2009
Com tudo em cima.
Lá estava eu na fila do caixa do supermercado, me abastecendo de algumas frutas, leite, filé de merluza congelado, bebida a base de soja... e claro, uns chocolates para passar o final de semana sem muito sofrimento. Tudo para tentar cuidar da minha alimentação, mas sem descuidar dos prazeres. Lá estava eu, inocentemente passando a vista por sobre as revistas que ficam do lado do caixa, a espera de alguém que queira levá-las pra casa junto com os víveres da semana. Alguns rostos desconhecidos, outros que acho já ter visto na televisão, alguém que casou-se, alguém que foi pra praia, e entre eles o rosto de uma atriz da atual novela das oito que eu não só já conheço como acho uma mulher linda, de rosto limpo e agradável, linda mesmo. E qual não foi a minha surpresa ao ler o título da nota: Fulana de tal, 36 anos e ainda com tudo acima! Saiba como fazer! Ou coisa pelo estilo.
CHO – QUEI !
36 anos!? Como assim!? Se eu estou com 31! Era para estar preocupada!? É claro que o meu corpo não é o de 15 anos atrás, mas nem mesmo eu ia querer isso aí. A mulher depois dos 30 só se aprimora, não tem nada caindo nem anunciando uma calamidade. Sim, temos que cuidar dos nossos corpos, sair caminhar, correr, se exercitar de todos os jeitos possíveis, mas não vamos exagerar! Os trinta não são mais do que uma juventude que começa a se misturar com a maturidade de quem já viveu bastante, mas que ainda olha pra frente consciente de que tem muita coisa boa por vir.
Infelizmente não posso atribuir à cultura brasileira esse erro conceitual sobre as idades atuais de um ser humano, especialmente das mulheres. Mesmo assim e em contrapartida, o estilo de aparência escolhido pelas mulheres brasileiras é bem diferente dos das argentinas. Umas amigas francesas me disseram faz uns anos atrás que as mulheres argentinas se vestiam como se fossem mais novas, em comparação com as francesas. Talvez as brasileiras fossem achar a mesma coisa. Não sei. Eu teria várias coisas a dizer sobre os costumes femininos das brasileiras na hora de escolher as roupas. Do tipo: calça de malha colada no corpo não é roupa pra sair na rua (nem para estar em casa, se aceitam a minha sinceridade), calça jean tão apertada assim não é bom pra saúde sexual (ao menos não para a saúde da mulher), abusar do sutiã com recheio acaba com toda intenção de bom gosto, caminhar acima de 15 centímetros de sola não dá a impressão da mulher ser mais alta e sim mais traumatizada... coisas do tipo. Mas não vou, porque já toda mulher sabe que tem coisas mais importantes do que o visual, e olha que isto dito por alguém que adora assistir os desfiles de moda no Fashion TV, mas moda é uma coisa e submissão sexual é uma outra muito diferente. Cuidado com confundir.
O respeito por cima de tudo. Isso é o que não pode cair. O respeito por si mesmo. O respeito pelo corpo e a saúde sexual e mental, não só das mulheres, dos homens também. Já ouvi a mais de um homem se queixar de não querer ser usado pelas mulheres que conhecia. Incrível, né? É só saber ouvir. Observar.
E assim foi que saí do supermercado, me sentindo injustiçada. Até que pensei: e as mulheres de mais de 30? E as mulheres que já estão com quarenta e poucos? Pois é, coitadinhas, tomara já tenham aprendido a nunca olhar para as revistas enquanto aguardam na fila do caixa do supermercado.
Cho-quei.
14 de novembro de 2009
Foto.
12 de novembro de 2009
La fragilidad se ha apoderado de mí.
Siento en la piel un escalofrío de presentimientos indeseados.
Dos veces en la vida sentí algo similar, solo que más intenso y considerablemente más breve. En ambas ocasiones alguien cercano a mí murió. No ocurrió lo mismo cuando se trató de mi querido abuelo, a quien no paso un día sin recordar. No presentí su muerte, aunque sabíamos que estaba aproximándose. Fue de madrugada. Yo me encontraba dormida cuando sucedió. Pero inclusive en esa ocasión tan personal, tuve la oportunidad de despedirme de él la noche anterior. Aún hoy creo que él consiguió oír mis palabras.
Llevo noches sin dormir. No, miento, anoche conseguí dormir en la felicidad de la paz conyugal. Pero esta tarde volvió a mí la oscuridad.
Sé lo que vas a decirme, madre. Lo sé desde lo profundo de mi dolor, pero hay cosas que no se pueden cambiar. Es tarde. La falsedad me aterra. Me desnuda. Me arroja, vulnerable, en un mundo de lobos feroces.
Tengo tanto miedo de que se quiebre lo que costó tanto construir.
Es irónico cómo, con una pequeña decisión, puede modificarse para siempre el curso de una historia. A veces con decisiones aparentemente inofensivas.
De mañana cuido de la casa. La sensación de normalidad, de seguridad del hogar, me reconforta.
De tarde camino por la ciudad, o salgo a correr por la orilla del río, con la esperanza de alcanzar aquello que se me escurre de las manos.
Por la noche salgo a fumar, rezándole a Iemanjá que me adopte y me proteja. En esos momentos creo que comienzo a entender la necesidad de las religiones sobre esta tierra.
Siempre buscando al príncipe azul que me salve y me lleve lejos. Que me convierta al judaísmo si hace falta, pero que me lleve con él, limpiando mi pasado. Besando mis cicatrices.
Lo frágil ha tomado el lugar de la liviandad. El aire está pesado. La resignación lucha contra el resentimiento.
De nuevo el amor aparece como única opción de salvación. Pero quién cuida del amor? Quien vela por él?
Mis plantas se están muriendo, anunciando así una futura mudanza. A donde será esta vez? Quien irá de esta vez?
Tanta tragedia no está justificada. No sucedió ni va a suceder nada grave. Nadie va a morir. Y sin embargo…
He visto, por primera vez, la mentira en los ojos de mi vida.
.
Pois é.
E quando somos nós os escritores? Quando é nosso o trabalho de virar o dia inventando uma continuação, uma continuidade nas nossas vidas? Cadê a inspiração?
Os dias ficam compridos demais quando não se tem muito para fazer. E fica ainda mais difícil estando gripada, quase de cama, e aborrecida. Tempo demais para observar estaticamente a incerteza do futuro. O ano passado não conseguia me segurar da ansiedade de fazer coisas. Viver no exterior, estudar aquelas partituras que nunca dava tempo para desfrutar com calma, arrumar um emprego em português, conhecer pessoas e lugares novos! Uma segunda chance de começar. Pois é. Nem foi bem assim que as coisas aconteceram. No exterior eu estou, mas pareço mais uma turista do que uma estrangeira morando num outro país. As partituras... pois bem, eu já disse que com tanto tempo livre fica difícil se organizar, ainda mais com a preocupação constante de conseguir um trabalho? Pessoas e lugares eu conheci, todos muito bacanas. Mas com isto só não é suficiente. Nem foram tantos assim.
A minha vida foi veloz demais por momentos, e hoje ficou suspensa. Tem, é claro, o crescimento pessoal, a experiência de vida, que virão muito úteis num futuro que ainda está por ser escrito.
Hoje eu sou uma página em branco.
...
2 de novembro de 2009
31 de outubro de 2009
Septiembre
Existem dois acontecimentos importantes no mês de Setembro. O meu aniversário e o dia da Primavera.
Setembro é um mês lindo. O mês onde retornam as flores, o verde, o sol, o calor e o mês onde eu começo mais outro ano de vida.
Setembro é o mês da vida, e do amor.
O mês do recomeço.
O dia do meu aniversário também é lindo: 10 de Setembro. 10 é um número lindo, o número do completo, da perfeição. E a perfeição e o completo são o reflexo do leit motiv que conduz a minha vida. A minha eterna busca. E a razão de tanto dinheiro investido em terapia para tentar aceitar que a perfeição e o completo não existem.
Para festejar o meu primeiro aniversário longe da minha família e amigos, o Bruno me levou até Novo Hamburgo, numa feira de calçado. Gente! Tanto sapato junto é o céu de qualquer mulher! Por causa do clima ainda não consegui estrear a nossa aquisição: o par das mais belas sandálias de salto que eu já tive.
Logo após os festejos que não vou publicar aqui por fazerem parte da minha vida privada, comemoramos com parte da família dele, em Pelotas. (Cidade que gera uma boa risada nos nossos amigos porteños). E finalizando apenas em Outubro, com os parabéns cantados em português, espanhol e francês! (Veja-se post “As amigas da minha mãe...”)
Em fim... 31 anos feitos em Porto Alegre. Adorei.
Do que eu já não gostei tanto assim foi do dia da Primavera. Quer dizer, ao começo não gostei. O rechaço do primeiro momento, do diferente. Os meus leitores conterrâneos vão me compreender.
Acordei no segundo dia mais feliz do ano, o dia 21 de Setembro. Sonhando já com as flores da nossa sacada se multiplicando e com as tantas outras que irão aparecendo nas ruas desta linda cidade, disse eu Feliz Primavera para o meu lindo namorado. Os dois sentados à nossa linda mesa, tomando o café da manhã, juntinhos, como é o nosso costume. E qual não foi a minha surpresa ao ver a reação dele: “Meu amor, o dia da Primavera não é amanhã?”
!!!
Nossa senhora! Logo de algumas idas e vindas e só depois de ter conferido várias vezes no calendário é que veio a revelação: o dia da Primavera no Brasil é o dia 22 de Setembro! O que é que é isso, minha gente?! 22?! Que dia ridículo de dois patinhos nadando na lagoa vão escolher para festejar...? Tá bom. Primeiro susto passado, quer dizer, primeiras horas de espanto superadas, aceitei-o. Nem o dia da Primavera é igual aqui. E mais uma diferença cultural para acrescentar na lista. Quantas coisas nas que não paramos para refletir. Quantos costumes que aceitamos como absolutos e que a escassos 1000 kms de distância não são tais.
Vejamos o lado bom da vida. O meu namorado e eu temos duas datas nas que festejamos o dia dos namorados, o St. Valentine´s Day: 14 de Fevereiro e já não lembro quando é que é aqui no Brasil. (Diga-se de passagem que em espanhol é o “dia dos apaixonados”, dos que se amam, e não dos namorados. Coisa que eu apoio, nem toda pessoa que ama tem a sorte de viver do lado do seu amado,e é claro que chegado o momento de legalizar a união no cartório não vão os amantes a deixarem de festejar aquele amor que os une, não é?!) Então, agora temos também um festejo de dois dias inteirinhos para receber a Primavera. Ao melhor estilo antigo, os festejos devem mesmo durar dias.
E assim passou-se o primaveral e romântico mês de Setembro.
A vida continua, e renova-se com a chegada da Primavera.
Encontra-me um ano mais velha, como sempre, como a todos. E com mais vida em mim. Mais passado, mais vivencias. Mais razões para festejar.
Seja bem vinda a Primavera na vida de todos.
Seja bem recebida essa nova chance de recomeçar.
Feliz mês da vida e do amor.
Feliz mês da natureza.
Feliz Primavera.
As amigas da minha mãe e as filhas das amigas da minha mãe.
Neste caso vou me referir a uma a quem não posso colocar na categoria de “louca”, sendo ela uma pessoa bastante tranqüila, mas definitivamente especial e carismática. E nem é dela que eu vou falar, mas da filha dela, a quem eu nunca tinha conhecido até umas semanas atrás. Na verdade, vou contar essa história em plural, pois foi vivida de a dois.
Acontece que o ano passado, o meu namorado e eu conhecemos algumas amigas da minha mãe a quem ainda não tínhamos tido o prazer de ser apresentados. Por várias razões o nome de Paula S. esteve em algumas conversas (entre alguns outros, sem falar da presença em corpo e alma da nossa querida “Negra”, que vamos ver quando é que vai nos dignar com a sua presença por estas terras). Em fim... a loja linda que Paula tem na rua Defensa, no nosso querido bairro de San Telmo. (Por sinal, Defensa é a rua da minha família. E uma brincadeira psicanalítica se faz quase impossível de resistir.) ...o fato da cantora Liliana Herrero, a quem meu namorado adora, ser íntima cliente dessa loja, embora nunca tenhamos tido a sorte de coincidir com ela em tempo e espaço. Mas foi faz uma ou talvez duas semanas atrás que voltamos falar sobre ela. Mais exatamente, sobre a filha dela. Acontece que nós dois já tínhamos ouvido falar que ela é artesã, que faz jóias (também vendidas na loja da rua Defensa), que mora em Montevideo com o seu companheiro e que eles tem o garotinho mais lindo como filho.
Em resumo, a Camila estava vindo pela primeira vez para POA. Duas semanas de Féria Latinoamericana de Artesanato, 19ª edição, lá no Gasómetro, bem pertinho de casa. E assim foi como conhecemos à Camila: ela tocou a campainha de casa uma quarta de primavera, à tarde, e ficou morando conosco, sem a gente ter conhecido ela anteriormente, nem ela saber onde é que estava se metendo. Porque é preciso dizer que dificilmente ela soubesse da nossa existência até pouco tempo atrás. E assim começou o que tomara seja uma longa e linda amizade.
A experiência de convívio foi muito boa. O Bruno e eu ficamos muito felizes por té-la tido em casa durante esses dias, passados os quais a família dela veio encontrá-la: Tomás e Gorka, os dois amores da Camila.
Houve até uma reunião aqui em casa, aos três dias dela ter chegado, e com escusa do meu niver. Foi uma noite muito divertida. Aos brasileiros (nacionalidade esperada, é claro) somaram-se uns alunos estrangeiros, colegas de faculdade do Bruno, a quem achamos seria legal convidar para a ocasião. Éramos então, dois brasileiros, duas brasileiras, duas argentinas, uma francesa e um espanhol. Cada qual falando uma mistura de espanhol com português. Muita risada e boas amizades. Os amigos do meu namorado são, sem exceção, pessoas muito queridas.
A Camila passou a última noite da feira aqui em casa conosco. A família dela já tinha ido embora. Acordamos cedo para despedi-la, lá onde a conhecemos, na porta da nossa casa.
E assim foi como voltamos à nossa rotina. Com saudades da Camila, e a felicidade de termos feito bons amigos. E tudo, pela confiança que o Bruno e eu temos na minha mãe.
Por sinal, o Garfield está com saudades do Gorkita!
4 de setembro de 2009
Curitiba.
Llevaba en Porto Alegre apenas una semana, y llegó el momento de viajar de nuevo, esta vez a la ciudad donde se originaron tantos acontecimientos importantes en mi vida. Por difícil que les resulte creer a quienes me conocen y saben cómo adoro viajar, no veía la hora de volver a casa. El extrañamiento con mi novio llegó a niveles inusitados, y parecíamos dos desesperados que no se veían hacía siglos. Y sin embargo estamos más cerca que nunca. Es extraño el curso que toman las relaciones a veces. Después de grandes tormentas llegan nuevos aires que revelan lo que realmente nos importa (buenos aires.) La distancia también ejerce ese efecto sobre los afectos. Es en la ausencia que la dimensión de los sentimientos se muestra más claramente, más ferozmente. Y eso es lindo. Es lindo andar por la vida con una sonrisa en el rostro, las personas observándote en la calle, preguntándose qué estará pasando en la vida de esta chica para que sonría de esta manera!? No está pasando nada, señores. Es simple felicidad.
Si bien a veces siento que no tengo los pies fijos en ningún lugar, realmente me siento comprometida, conmigo misma y con este momento en mi vida. Ya no poseo una dirección fija en Buenos Aires, a no ser la casa de mi madre, que es mi dirección oficial en Argentina. Y en Porto Alegre mi residencia (legalmente hablando también, pues ya poseo CPF y Carteira de Identidade) es el departamento de mi novio, que comparte muy amorosamente conmigo. De a poco vamos construyendo nuestro hogar. A pesar de la extraña experiencia de volatilidad, me gusta donde estoy. Me gusta el departamento, me gusta saber que mi novio se alegra cuando llega a casa, y me gusta Porto Alegre. Me gusta el efecto “vivir en el exterior”. Me gusta sentir que me estoy arriesgando y buscando mi camino. Me gusta saber que, de una forma o de otra, las consecuencias de esta experiencia van a ser, como mínimo, un gran aprendizaje.
Quisiera haber sacado fotos de Curitiba, o por lo menos ser capaz de describirla, porque es realmente preciosa. El barrio Batel es elegante y cálido al mismo tiempo. Los locales son todos modernos y originales. Las construcciones tienen movimiento, no se encuentra seguido un edificio con líneas rectas. Una de las avenidas que estaba ahí cerca simulaba en su diseño el ondulado de las calles de Copacabana, o Ipanema, no recuerdo cuál es la ondulada y cuál la más geométrica. En Porto Alegre también tenemos ese diseño, acá cerca de casa, en nuestra misma calle. Será que todas son una cita a las playas de Rio de Janeiro o existirá alguna explicación para la repetición de diseño en estas diferentes ciudades? Interesante.
En fin… estoy en Porto Alegre nuevamente. Con dos conciertos por día, varias conferencias de personas de renombre internacional, y una experiencia de vida altamente estimulante en mi haber, estoy de vuelta en casa. De vuelta a los momentos románticos, de vuelta a los proyectos, de vuelta al reencuentro amoroso, de vuelta… como al principio, pero mejor.
No importa cuál sea la ciudad. Estoy de vuelta en mi lugar. De nuevo en los brazos del hombre que me ama. Seguimos en carrera.
Cómo es lindo estar de nuevo en casa.
We´re back on track.
!
Pensamientos.
Pensamientos inconexos?
Ni un poco.
Aprendiendo a cuidar de uno mismo es que se aprende a cuidar a los que se ama.
.
Colón.
La vida simple es igual de simple en todas las pequeñas ciudades. Calles de tierra. Veredas de pasto. Quietud. Calma en la actitud de sus habitantes. Ningún edificio alto a la vista. De a ratos parece vacía. El micro pasa por delante de una camioneta parada en la ausencia total de semáforos. Desde dentro de ella, un hombre de anteojos oscuros me sonríe, me saluda agitando la mano por fuera de la ventanilla y me regala un beso en el aire. Un pequeño lago. Unos pequeños ponis, con manchas blancas, negras, marrones… De vuelta a la ruta.
..
Sonrisa.
_Muchas gracias. (Las únicas palabras que precisó escuchar de mí. Aparentemente mi sonrisa bastaba.)
Me devolvió el DNI, siguiéndome con la mirada, sin nunca abandonar su sonrisa, hasta que me perdí de vista… o hasta que tuvo que atender a la extensa fila que aguardaba para pasar por el control de seguridad de la Sección Internacional de la Terminal de Retiro.
Y así dejé Buenos Aires.
.
31 de julho de 2009
Those big brown eyes.
Elecciones de vida.
No siempre sabemos, al levantarnos de la cama una mañana cualquiera, que ese día puede cambiar el rumbo de nuestras vidas.
Era una mañana de verano, en los últimos días de Diciembre del año 2005. Desayuné mi sagrado café matinal, terminé de repasar por tercera vez mi lista de cosas que no debo olvidar y salí a la calle cargada con un bolso, una valija y la enorme expectativa de lo que estaba por venir. Me encontré en Retiro con mi amiga Guillemette, una de mis amigas francesas a las que infelizmente hace años que no veo; y la vida ya estaba cambiando su curso.
Mi primer viaje fuera de las fronteras de mi lindo país blanco-celeste. Color de cielo.
El año nuevo nos encontró bronceadas, tomando caipirinhas y bailando por las playas de Florianópolis. Alguna vez me dijeron que, en donde sea que te encuentre la llegada del nuevo año, es donde pasarás el resto de él. Metafóricamente, claro. Y puede que sea cierto. El 2006 fue un año de fiestas y alegrías. Un año de conocer mundos y personas nuevas. Un año de despedidas también. Pasada esa primera semana nos dirigimos a Curitiba. Ella para pasar una noche, y luego seguir viaje hacia Río de Janeiro, yo para participar de las “Oficinas de Música de Curitiba”. La verdad es que esos talleres duran 10 días, y yo me quedé tres semanas. Curitiba es hermosa.
Llegué a Curitiba uno o dos días antes del comienzo de clases, así que tuve tiempo de pasear un poco y conocer a las personas de CELU “Casa do Estudante Luterano Universitário”, que fue donde me hospedé durante toda la estadía. A los pocos días este albergue y la ciudad toda estaban repletos de músicos jóvenes, de diferentes regiones de Brasil, y algunos de otros países. Muchas anécdotas guardo de esta experiencia. Pero es una la que cambió el rumbo de mi vida: B.A. (Mi novio tiene las mismas iniciales que mi querida Buenos Aires).
Era la mañana del 5 de Enero de 2006. Luego del siempre divertido café da manhã, asistí al primer día de clases. Y ahí estaba él, lindo de “morirse con una sonrisa en los labios”. Y yo, con la extraña sensación de haberme topado con una de esas pocas personas a las que vale la pena aferrarse en la vida. Los detalles no los voy a dar, porque son sólo nuestros, como él supo decirme.
Curitiba durante esos diez días es el paraíso de cualquier músico. Clases, encuentros, y oportunidades para tocar con infinidad de músicos diversos durante el día. Y durante la noche, los conciertos diarios, más las reuniones en las casas de los Curitibanos y en los bares de la zona. Difícil no enamorarse, un poquito al menos. Además de todo ésto yo me di el lujo de pasarme el resto de los días paseando y conociendo las muchas posibilidades turísticas de la ciudad. El Museo Niemeyer (más tarde conoceríamos juntos el de Niterói, y le compraríamos un regalo de cumpleaños a Neneca durante el paseo), La Ópera de Arame, el Memorial de Curitiba, la Catedral… sólo me faltó el Jardín Botánico, al que no pude ir por exceso de lluvia.
Parece que fue hace tanto tiempo. 5 de Enero de 2006. Una mañana como otras. Y sin embargo mi vida ya no será jamás la misma.
“Someone up there is watching you, and those big brown eyes”.
21 de julho de 2009
Il ritorno d´Ulisse in patria, Monteverdi (port.)
Esta sendo apresentada no Teatro Avenida e recomendo-a a quem lhe possa interessar. A montagem é funcional e interessante, e nela podem se apreciar diferentes épocas da humanidade, coexistindo a través dos figurinos e do que sabemos de história. As atividades de Buenos Aires Lírica são do conhecimento de quem mora nesta cidade, pelo qual não farei comentários de caráter musical. Por isto e porque nem fico entusiasmada com a idéia de fazer críticas artísticas. Em fim...
O meu namorado leu pra mim Odisséia no ano passado, o que acentuou o desfrute que pude fazer da obra. Sim, o Bruno tem por costume ler pra mim antes de dormir. No começo nós dois líamos reciprocamente, para assim praticar a língua do outro, mas com o tempo a tradição que permaneceu foi a da doce voz dele depositando-me carinhosamente nos braços de Morfeu. Ditosos os sonhos que chegam trás tão cálido ritual.
Ir ao teatro, à ópera, ao balé, são umas das minhas melhores lembranças da infância. Um privilégio porteño que nunca valorizei como houvesse devido fazer, até agora. Assistir todos estes espetáculos faz parte da minha vida, e é um luxo que merece ser valorado, e aproveitado ao máximo. A falta de capacidade humana para valorizar o que se tem é tão triste quanto maravilhosa a de valorar o que já se perdeu ou ficou distante. Permite-nos começar de novo. Dá-nos uma segunda chance, um olhar diferente sobre o que já conhecíamos, mas tínhamos deixado de perceber. Como é importante nos mantermos atentos! Quantos pedacinhos de vida nos escapam no meio da rotina, na falta de valoração, no tédio! E como é difícil não se esquecer disto.
Il ritorno.
A volta à pátria. A volta à mulher amada. A volta a aquele mundo a que se pertence. A aquele chamado que se ouve à distância... “retorna Ulisses, aos braços de quem te ama”.
Eu acho que, de um jeito ou de outro, estamos sempre voltando. Embora estejamos procurando algo novo, este algo novo é reflexo de algo antigo. Talvez uma necessidade, uma carência. Porque o que não esteve faz também parte do passado, e procurar satisfazer necessidades é também uma tentativa de voltar ao nosso começo, só que melhorado. Movimentamos-nos no tempo, caminhamos pro futuro, e mesmo assim estamos voltando. Sempre voltando, sempre nos reencontrando, sempre nos reconhecendo, nos vendo refletidos, experimentando.
Muitas vezes escutei as frases: “Sempre se volta ao primeiro amor” e “A Buenos Aires sempre se volta”. Existem tangos e canções com esta temática. É uma idéia recorrente. É tal vez, procurar um pouquinho de calma, a sensação de lar, enquanto continuamos a percorrer o incessante caminho da vida, enquanto tudo muda e tudo se modifica, enquanto nada permanece imutável ao tempo, à vida mesma.
Voltou Ulisses a Ítaca e a Penélope.
Voltamos Bruno e eu a Buenos Aires.
Voltaremos a Porto Alegre.
Quem sabe um dia não voltamos a Curitiba?
Ou a Espanha...
18 de julho de 2009
Il ritorno d´Ulisse in patria, Monteverdi
Se está presentando en el teatro Avenida y lo recomiendo a quien pueda interesarle. La puesta es funcional e interesante, y en ella pueden apreciarse diferentes épocas de la humanidad, coexistiendo a través de las vestimentas y de lo que sabemos de historia. Las actividades de Buenos Aires Lírica son de conocimiento de quien vive en esta ciudad, por lo que no haré comentarios de carácter musical. Por eso y porque no me entusiasma la idea de hacer críticas artísticas. En fin…
Mi novio me leyó la Odisea el año pasado, y esto profundizó el disfrute que pude hacer de la obra. Si, Bruno tiene por costumbre leerme antes de dormir. Originalmente nos leíamos mutuamente, para cada uno practicar el idioma del otro, pero con el tiempo la tradición que se mantuvo fue la de su dulce voz depositándome cariñosamente en los brazos de Morfeo. Dichosos los sueños que llegan tras tan cálido ritual.
Ir al teatro, a la ópera, al ballet, es uno de mis mejores recuerdos de infancia. Un privilegio porteño que nunca valoré como hubiera debido, hasta ahora. Asistir estos espectáculos es parte de mi vida, y es un lujo que merece ser valorado, y disfrutado al máximo. La falta de capacidad humana para valorizar lo que se tiene es tan triste como maravillosa la de valorar lo que ya se perdió o está distante. Nos posibilita el volver a empezar. Nos da una segunda chance, una mirada diferente sobre lo que ya conocíamos y habíamos dejado de percibir. ¡Como es importante mantenernos atentos! ¡Cuantos pedacitos de vida se nos escapan en la rutina, en la falta de valoración, en el tedio! Y como es difícil no olvidarse de esto.
Il ritorno.
La vuelta a la patria. La vuelta a la mujer amada. La vuelta a ese mundo al que se pertenece. A ese llamado que se escucha a la distancia… “retorna Ulises, a los brazos de quien te ama”.
Yo creo que, de alguna forma o de otra, siempre estamos volviendo. Aunque busquemos algo nuevo, ese algo nuevo es reflejo de algo antiguo. Tal vez una necesidad, una carencia. Porque lo que no estuvo también es parte del pasado, y buscar satisfacer necesidades es también un intento de volver a nuestro comienzo, solo que mejorado. Nos movemos en el tiempo, caminamos hacia el futuro, y a la vez estamos volviendo. Siempre volviendo, siempre reencontrándonos, siempre reconociéndonos, viéndonos reflejados, experimentando.
Muchas veces he escuchado las frases: “Siempre se vuelve al primer amor” y “A Buenos Aires siempre se vuelve”. Hay tangos y canciones sobre esta temática. Es una idea recurrente. Es, tal vez, buscar un pedacito de calma, la sensación de hogar, mientras se continua recorriendo el incesante camino de la vida, mientras todo cambia y todo se modifica, mientras nada permanece inmutable al tiempo, a la vida misma.
Volvió Ulises a Ítaca y a Penélope.
Volvimos Bruno y yo a Buenos Aires.
Volveremos a Porto Alegre.
¿Quién sabe un día no volvemos a Curitiba?
O a España…
7 de julho de 2009
De vuelta en mi querida Buenos Aires.
Ya no vivo acá. Mi casa está a mil kilómetros. Ahora soy un poquito diferente de cuando me fuí. Tengo el pelo más largo y creo que las arrugas no tardarán en llegar, no para nada se llega a los 30. Mi dia a dia es muy diferente de lo que era, y eso es genial.
Buenos Aires me recibió. Mi gente me recibió. Me siento abrazada, me siento rodeada de amor, y eso es lindo.
Mi cultura, mi moral, acá es compartida, y nadie se falta el respeto. Eso es lindo.
Los amores, los cariños, vienen con uno, se van a donde uno vaya, y eso es tranquilizador.
Vacaciones en Buenos Aires. ¿Quién lo hubiera pensado? Ya estoy en otra fase de la vida. ¡Que alívio!
El futuro está cada dia un poco más cerca. Y hoy estoy acá, en casa, y cuando vuelva a mi casa, estaré también, en casa.
26 de junho de 2009
Porque debes tener razón.
São as duas e meia da manhã. O homem que amo está na nossa cama, dormindo. E eu, insone, tentando recomeçar a minha vida, e desejando que o tempo tome coragem e nos leve longe daqui. Que nos deposite no futuro, no que virá. Uma pequena certeza de que as promessas são fortes e de que o amor por si mesmo tem valor e não pode ser abalado porque é grande e puro e verdadeiro.
Não consigo me fazer entender. Não consigo mostrar a verdade. Não consigo.
E por quê tanto esforço, por quê essa insistência em que todo o mundo saiba a verdade? De onde foi que eu tirei essa obsessão?
Eu sou sincera. What you see is what you get.
Então, porque a sinceridade me pede:
Já não vou pretender sinceridade em mais ninguém que não seja eu.
Já não vou pretender ser ouvida por quem nunca pediu me ouvir.
Já não vou mais falar meias verdades para acabar tendo que ouvir meias mentiras.
Já não vou esquecer que a minha verdade é o meu amor, e que o lar desse amor é o respeito.
O Bruno leva anos me pedindo não ouvir as palavras que não falam de respeito, que não falam de amor, e eu não escutei.
Mas agora chega.
Três anos é tempo suficiente para ouvir.
Já ouvi.
Talvez nem tudo quanto eu diga esteja na tua língua.
Talvez às vezes tu me abraces e eu não te compreenda.
Talvez nem sempre estejamos observando a vida pelo mesmo prisma.
Mas estamos juntos e é isto o que nos leva a amar-nos mais um pouco cada dia.
Nós dois, que acreditamos durante anos no nosso amor, e que temos tanta vida ainda por vir.
E já são as três.
Te hago caso, mi vida, y me voy a dormir a tu lado.
1 de junho de 2009
Criatividade.
E para que fazer tudo isto? Para que viver se carregando de trabalho inventando coisinhas que a ninguém importam?
Bom... essa é uma opção pessoal. Infelizmente (o por sorte), eu sou do jeito que eu sou, e eu desgosto muitíssimo ir dormir e não poder pensar nem num momentinho que seja, daquele dia, que tenha valido a pena. As vezes, as menos, são satisfações maiores. Ter arranjado um trabalho que desejava muito, passar um exame difícil, finalizar satisfatoriamente uma composição, o aniversário de uma pessoa especial, em fim... essas coisas que acontecem apenas e vez em quando. A mais das vezes são só pequenos prazeres, proporcionalmente mais intensos quanto mais criativa eu tenha amanhecido naquele dia. Mas, como tudo na vida, é uma questão de prática. Tal vez não seja possível começar por pintar um quadro, mas pode se fazer o bosquejo. Tal vez não seja o melhor poema, mas pode ser o primeiro de muitos. Tal vez eu não seja nunca uma chef profissional, mas ao menos é descoberto em mim uma moderna aprendiza de cozinheira.
Creatividad.
¿Y para qué hacer todo esto? ¿Para qué tomarse la molestia de vivir inventando pequeñeces que a nadie importan?
Bueno… esa es una opción personal. Lamentablemente (o por suerte), yo soy como soy, y me disgusta sobremanera irme a dormir y no poder pensar en algún momentito que sea, de ese día, que haya valido la pena. A veces, las menos, son satisfacciones mayores. Conseguir un trabajo que deseaba mucho, pasar un examen difícil, finalizar satisfactoriamente una composición, el cumpleaños de alguien especial, en fin… esas cosas que suceden sólo de vez en cuando. La mayoría de las veces son apenas pequeños placeres, proporcionalmente más intensos cuanto más creativa yo haya amanecido ese día. Pero como todo en la vida, es cuestión de práctica. Tal vez no se pueda comenzar por pintar un cuadro, pero se puede hacer el bosquejo. Tal vez no sea el mejor poema, pero puede ser el primero de muchos. Tal vez yo no sea nunca una chef profesional, pero al menos he descubierto en mi una moderna aprendiz de cocinera.
Pouquinho de calma.
Volví a fumar. Es el segundo cigarrillo en lo que va del año. ¿O será el tercero? Ya no recuerdo. Siendo que estamos llegando a Junio y dadas las circunstancias, no es tanto. Quiero dejar en claro que estoy divagando. Sublimando. Buscando un pedacito de calma en medio del caos.
En momentos como este me veo inmersa en la contradicción. Siento deseos de salir a caminar, de caminar hasta cansar mi angustia y que la ansiedad se vuelva resignación. Ganarle por cansancio. Pero es de noche y no me siento segura allá afuera. Extraño Buenos Aires. Hay cosas, esas pequeñas cosas como salir a caminar sin rumbo preestablecido, que me hacen mucha falta (¿sensación de independencia?). Tal vez con el tiempo… Dije contradicción, porque por otro lado, lo que realmente me seduce en este momento es la quietud de mi casa. Este rinconcito donde me refugio. Donde nadie puede venir a interrumpir la paz.
¿Pero qué paz si dije que me rodea el caos?
Volvamos entonces. ¿Qué quiero hacer con mi vida?
Nunca tuve tantas horas libres. Nunca. Para alguien como yo eso es un peligro. Tantos deseos y tan poca acción. Intento recomponerme pensando que es una fase. Que casi todas las personas deben haber pasado o pasarán por algo así. Hay muchas cosas que me dan placer. Hay varias ocupaciones que me resultan loables (algún día me asocio a Greenpeace).
Organicemos:
La danza ya no es más que un placer que extraño cada día más. Sigue a mi lado, acompañándome, pero ya no absorbe mi tiempo ni mi energía.
La música. Las composiciones. Problema.
Aparentemente entré en una fase post Conservatorio, en la cual el silencio es música en mis oídos. Pero el Conservatorio merece que escriba un texto aparte.
Educación. Parece que por ahí viene la mano.
Estoy firmemente convencida de que la educación es la única solución posible, aplicable a los diferentes aspectos de la vida. Sin educación no tenemos como mejorar este mundo en el que vivimos. No tenemos como crecer y superarnos. Como hacer positiva la evolución inevitable que sufrimos a través del tiempo.
Quisiera hacer algo importante. Algo pequeño, pero que lleve a embellecer nuestro entorno. Algo que valga el esfuerzo.
Economizar energía. Reciclar. Plantar flores. Educar.
Componer música. Generar belleza.
Familia. Instituciones. Sociedad.
Crear. Cuidar. Generar.
Hacer. Silencio.
Paz.
Pedacito de calma.
Volví a fumar. Es el segundo cigarrillo en lo que va del año. ¿O será el tercero? Ya no recuerdo. Siendo que estamos llegando a Junio y dadas las circunstancias, no es tanto. Quiero dejar en claro que estoy divagando. Sublimando. Buscando un pedacito de calma en medio del caos.
En momentos como este me veo inmersa en la contradicción. Siento deseos de salir a caminar, de caminar hasta cansar mi angustia y que la ansiedad se vuelva resignación. Ganarle por cansancio. Pero es de noche y no me siento segura allá afuera. Extraño Buenos Aires. Hay cosas, esas pequeñas cosas como salir a caminar sin rumbo preestablecido, que me hacen mucha falta (¿sensación de independencia?). Tal vez con el tiempo… Dije contradicción, porque por otro lado, lo que realmente me seduce en este momento es la quietud de mi casa. Este rinconcito donde me refugio. Donde nadie puede venir a interrumpir la paz.
¿Pero qué paz si dije que me rodea el caos?
Volvamos entonces. ¿Qué quiero hacer con mi vida?
Nunca tuve tantas horas libres. Nunca. Para alguien como yo eso es un peligro. Tantos deseos y tan poca acción. Intento recomponerme pensando que es una fase. Que casi todas las personas deben haber pasado o pasarán por algo así. Hay muchas cosas que me dan placer. Hay varias ocupaciones que me resultan loables (algún día me asocio a Greenpeace).
Organicemos:
La danza ya no es más que un placer que extraño cada día más. Sigue a mi lado, acompañándome, pero ya no absorbe mi tiempo ni mi energía.
La música. Las composiciones. Problema.
Aparentemente entré en una fase post Conservatorio, en la cual el silencio es música en mis oídos. Pero el Conservatorio merece que escriba un texto aparte.
Educación. Parece que por ahí viene la mano.
Estoy firmemente convencida de que la educación es la única solución posible, aplicable a los diferentes aspectos de la vida. Sin educación no tenemos como mejorar este mundo en el que vivimos. No tenemos como crecer y superarnos. Como hacer positiva la evolución inevitable que sufrimos a través del tiempo.
Quisiera hacer algo importante. Algo pequeño, pero que lleve a embellecer nuestro entorno. Algo que valga el esfuerzo.
Economizar energía. Reciclar. Plantar flores. Educar.
Componer música. Generar belleza.
Familia. Instituciones. Sociedad.
Crear. Cuidar. Generar.
Hacer. Silencio.
Paz.
23 de maio de 2009
Necesito...
Hay tantas cosas sucediendo al mismo tiempo, que a veces es difícil no perderse en medio de una nube gigante de preocupaciones y problemas a resolver. Pero la pregunta que más suena en mi cabecita en estos días es: de donde fue que saqué esa ridícula idea de que no iba a sentirme extranjera, viviendo en el extranjero?! Siendo hija de una española que se siente argentina, habiendo deseado toda la vida viajar por el mundo entero (cosa que aún no pude hacer por falta de recursos, pero que ya haré), y estando locamente enamorada de un maravilloso brasilero que se enamoró de Buenos Aires el día en que fue a mi reencuentro (pues fue Curitiba la mágica ciudad que nos brindó este inmenso amor), yo, inocentemente, me creí más allá de las fronteras y de las diferencias culturales. Por tanto, las diferencias culturales están haciéndome bailar al ritmo descompasado de mi torpeza. Imagino que Porto Alegre debe estar llena de extranjeros. No digo turistas, porque ellos están apenas aprovechando las ventajas de venir de un otro mundito lindo y conocido, apenas para enriquecerse con las novedades y rejuvenecer el alma con el encanto de lo desconocido. No. Digo los extranjeros llegados desde diferentes ciudades y culturas, que por sabe cada cual qué motivos, se sometieron (en el mejor de los casos por voluntad propia) a esta enriquecedora experiencia de vivir en el exterior. La expresión de por sí sola ya es para asustar: vivir en el EXTERIOR. Como si fuéramos a vivir en la galaxia, fuera del mundo que conocemos como planeta Tierra. Y sí, la sensación llega a ser esa.
Bien en el fondo, yo realmente creo que el hogar está donde reside mi amor. Que la sensación de hogar viene de dentro de cada persona y no de factores externos. Por lo tanto, el hogar de cada uno debe ir donde sea que la persona vaya. Pero… Que difícil elegir. Que difícil fixarse. Me resisto. No quiero fixárme en una ciudad, a pesar de que mi amor por la maravillosa Buenos Aires ya esté olvidándose de todo cuanto no soporto de ella. Es decir, ya hacía mucho tiempo que no aguantaba más vivir en Baires, y creo que después de treinta años eso es entendible, no? La contaminación, el ruido de los colectivos, la inmensa cantidad de personas que recorren sus calles (ah, esas lindas calles…) incesantemente, la falta de amabilidad con la que se relacionan las personas y la sensación de que nada cambia nunca y de que, sin embargo, todo está en constante renovación. La falta de espacios verdes y de cielos donde descansar los ojos. La pobreza y la violencia, que nos son nuevas, al menos en esa magnitud, a los antiguos habitantes de esa ciudad. Todo eso aún está ahí, y aún me desagrada fervorosamente, pero vean nada más: Buenos Aires es un caos, llega a ser un horror cuando se tiene el derecho de verla desnuda, desde dentro de ella misma, y sin embargo ella es dueña de una delicia, de un encanto, que una vez conquistado, ningún corazón consigue librarse de su hechizo. Dicen por ahí que nunca nadie se va de Buenos Aires. Y yo creo realmente que es así. No es posible escaparse de amor tan perfecto. Y yo, que soy una hija fiel de esa mágica ciudad, me reconforto reflexionando sobre ella y yo, yo y ella. Las dos insoportables, caóticas, caprichosas, e innegablemente adorables.
Preciso...
Tem tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, que as vezes fica difícil não se perder no meio de uma nuvem gigante de preocupações e questões a resolver. Mas a pergunta que mais soa na minha cabecinha nestes dias é: da onde foi que eu vim tirar essa ridícula idéia de que eu não ia me sentir estrangeira, morando no estrangeiro?! Sendo filha de uma espanhola que se sente argentina, tendo desejado a vida toda viajar pelo mundo inteiro (coisa que ainda não consegui fazer por falta de recursos, mas já farei), e estando loucamente apaixonada por um maravilhoso brasileiro que se apaixonou por Buenos Aires no dia em que foi ao meu reencontro (pois foi Curitiba a mágica cidade que nos presenteou com este imenso amor), eu, inocentemente, achei-me além das fronteiras e as diferenças culturais. Pois bem, as diferenças culturais estão me fazendo dançar ao ritmo descompassado da minha tolice. Eu fico pensando que Porto Alegre deve estar cheia de estrangeiros. Não digo turistas, porque esses estão só aproveitando das vantagens de vir de um outro mundinho lindo e conhecido, apenas para enriquecer-se de novidades e rejuvenescer a alma com o encanto do desconhecido. Não. Eu digo os estrangeiros, vindos de diferentes cidades e culturas, que por sabe cada quem que razões, submeteram-se (no melhor dos casos por vontade própria) a essa enriquecedora experiência de viver no exterior. Já a expressão sozinha é pra dar medo: viver no EXTERIOR. Como se a gente fosse viver na galáxia, fora do mundo que conhecemos como planeta Terra. Pois bem, a sensação chega até a ser essa sim.
No fundo, no fundo, eu acredito mesmo que o lar fica onde mora o meu amor. Que a sensação de lar vem de dentro de cada pessoa e não de fatores externos. Por tanto, o lar de cada quem tem que ir junto onde seja que essa pessoa for. Mas... Que difícil escolher. Que difícil se fixar. Eu me recuso. Não quero me fixar numa cidade, embora o meu amor pela maravilhosa Buenos Aires já esteja esquecendo todo quanto eu não suporto dela. Quer dizer, eu já fazia tempo que não agüentava mais morar em Baires, e acho que depois de trinta anos isso é bastante compreensível, não é? A poluição, o barulho dos ônibus, a imensa quantidade de pessoas que percorrem as suas ruas (ah, essas belas ruas...) incessantemente, a falta de amabilidade com a que se relacionam as pessoas e a sensação de que nada muda nunca e de que sem embargo todo está em constante renovação. A falta de espaços verdes e de céus onde descansar os olhos. A pobreza e a violência, que nos são novas, ao menos nessa magnitude, aos antigos habitantes dessa cidade. Tudo isto ainda está aí, e eu ainda desgosto fervorosamente de todo aquilo, mas vejam só: Buenos Aires é um caos, chega a ser um horror quando se tem direito a vê-la nua, desde dentro dela mesma, mas no entanto ela é dona de uma delícia, de um encanto, que uma vez conquistado, o coração de ninguém consegue se livrar desse feitiço. Dizem por aí que nunca ninguém vai-se embora de Buenos Aires. E eu acredito que é mesmo assim. Não é possível fugir de tão perfeito amor. E eu, que sou uma filha fiel daquela mágica cidade, me reconforto refletindo sobre ela e eu, eu e ela. As duas insuportáveis, caóticas, caprichosas, mas inegavelmente adoráveis.
Lluvia.
Afuera está lloviendo y aún es temprano por la mañana. Hay muchos pájaros cantando, y los gatitos que viven acá al lado se escondieron donde pudieron. El árbol que veo desde el balcón aún está verde y cada día más lindo, a pesar de que estamos en otoño. Estoy esperando que pase la lluvia para salir a caminar por esas calles que todavía me resultan relativamente nuevas, pero que ya comienzo a sentir un poco mías. Pero que es lo que hay allá afuera? Tantas personas en la calle y ni un rostro conocido. Tantas conversaciones sucediéndose al mismo tiempo y yo sin conseguir comprender ni una de ellas por estar superpuestas. Tantos lugares por donde ya pasé y que así y todo me sorprenden como una novedad cotidiana, dejándome a merced de esta ciudad, como se ella supiera arreglárselas mejor que yo en este mundo bizarro. Cómo fue que vine a parar acá? Es decir... sé muy bien como fue que vine a Porto Alegre. Creo que también sé las razones que me trajeron. Los deseos y los sueños. Y El amor.
Pero a pesar de eso a veces me despierto y pienso que me encuentro lejos de mi ciudad, de las personas que conozco, del idioma que me resulta más natural, de las costumbres que no me molestan al punto de ni siquiera tener que refeccionar sobre ellas. Tan lejos de las pocas personas en este mundo de las cuales tengo certeza de que me aman y me aguentan así como soy. Claro que no estoy sola. En este hogar que estamos construyendo vive la persona que resolvió amarme y unir su vida a la mía, apenas por amor, sin obligaciones familiares o amistades de años, a pesar de que somos amigos hace años y de que nos sentimos parte de nuestra pequeña familia de dos. Solo que, como él en realidad pertenece a esta ciudad, estoy sola en la sensación de desarraigo que se apoderó de mí hace ya unos meses y que no acepta liberarme.
Claro que todos me advirtieron sobre esto. Claro que sabia que iba a extrañar, y mucho. Claro que venir a vivir a otro país no iba a ser tan simple, aún hablando el idioma. Y encima estando apenas recibida, sin trabajo ni actividades que me permitan no pensar mucho ni reflexionar demasiado... que podría esperar si no esto? Pero lo que yo más quisiera es vivir ese sueño, un tanto ridículo, ya sé, de simplemente disfrutar la vida. Salir a pasear, divertirme, conocer personas nuevas, vivir experiencias nunca antes imaginadas! Sí, todo muy lindo, pero la vida es la vida y no una película, a pesar de que yo gaste todas mis energías en intentar demostrar lo contrario. Sin mi psicóloga a mano y negándome conscientemente a aceptar mis flaquezas estructurales, me propongo salir a la vida, y hacer de ella todo cuanto soñé que sería! O por lo menos intentar...
17 de maio de 2009
Chuva.
Já passaram oito meses desde o meu aniversário. Quer dizer que em quatro meses vou fazer 31. Como é que pode isso ser verdade?!
Lá fora está chovendo e ainda é cedo de manhã. Tem muitos pássaros cantando, e os gatinhos que moram aqui do lado se esconderam onde conseguiram. A árvore que vejo desde a sacada ainda está verde e cada vez mais linda, embora estejamos em outono. Estou aguardando a chuva passar para sair caminhar nessas ruas que ainda me são relativamente novas, mas que já consigo sentir um pouco minhas. Mas o que é que tem lá fora? Tantas pessoas na rua e nem um rosto conhecido. Tantas conversas acontecendo ao mesmo tempo e eu sem conseguir compreender nenhuma delas por estarem superpostas. Tantos lugares por onde já andei e que mesmo assim me surpreendem como uma novidade cotidiana, deixando-me a mercê desta cidade, como se ela soubesse se virar melhor do que eu neste mundo bizarro. Como é que eu vim parar aqui? Quer dizer... eu bem sei como foi que eu vim para Porto Alegre. Acho que sei também as razões que me trouxeram aqui. Os desejos e os sonhos. E o amor.
Mas mesmo assim as vezes acordo e penso que me encontro longe da minha cidade, das pessoas que conheço, da língua que me é mais natural, dos costumes que não me incomodam ao ponto de nem precisar refletir sobre eles. Tão longe das poucas pessoas neste mundo que tenho certeza que me amam e me agüentam assim como eu sou. Claro que não estou sozinha. Neste lar que estamos construindo mora a pessoa que resolveu me amar e unir sua vida à minha, apenas por amor, sem obrigações familiares ou amizades de anos, embora sejamos amigos faz anos e nos sintamos parte da nossa pequena família de dois. Só que, sendo que ele pertence mesmo a esta cidade, estou sim sozinha na sensação de desarraigamento que me pegou já faz uns meses e que não consente me libertar.
Claro que todos me advertiram sobre isto. Claro que sabia que ia ter saudade, e muita. Claro que vir morar num outro país não ia ser tão simples assim, mesmo falando a língua. E ainda por cima estando apenas formada, sem trabalho nem atividades que me permitam não pensar muito nem refletir demais... o que é que eu podia esperar senão isto? Mas o que eu mais queria era viver esse sonho, um tanto ridículo, eu sei, de simplesmente curtir a vida. Sair passear, me divertir, conhecer pessoas novas, viver experiências antes jamais imaginadas por mim! Sim, todo muito bonito, mas a vida é a vida e não um filme, embora eu gaste todas as minhas energias em tentar demonstrar o contrário. Sem a minha psicóloga por perto e me negando conscientemente a aceitar as minhas fraquezas estruturais, proponho-me sair à vida, e fazer dela todo quanto eu já sonhei que seria! Ou ao menos tentar...