21 de novembro de 2009

Com tudo em cima.

Lá estava eu na fila do caixa do supermercado, me abastecendo de algumas frutas, leite, filé de merluza congelado, bebida a base de soja... e claro, uns chocolates para passar o final de semana sem muito sofrimento. Tudo para tentar cuidar da minha alimentação, mas sem descuidar dos prazeres. Lá estava eu, inocentemente passando a vista por sobre as revistas que ficam do lado do caixa, a espera de alguém que queira levá-las pra casa junto com os víveres da semana. Alguns rostos desconhecidos, outros que acho já ter visto na televisão, alguém que casou-se, alguém que foi pra praia, e entre eles o rosto de uma atriz da atual novela das oito que eu não só já conheço como acho uma mulher linda, de rosto limpo e agradável, linda mesmo. E qual não foi a minha surpresa ao ler o título da nota: Fulana de tal, 36 anos e ainda com tudo acima! Saiba como fazer! Ou coisa pelo estilo.


CHO – QUEI !


36 anos!? Como assim!? Se eu estou com 31! Era para estar preocupada!? É claro que o meu corpo não é o de 15 anos atrás, mas nem mesmo eu ia querer isso aí. A mulher depois dos 30 só se aprimora, não tem nada caindo nem anunciando uma calamidade. Sim, temos que cuidar dos nossos corpos, sair caminhar, correr, se exercitar de todos os jeitos possíveis, mas não vamos exagerar! Os trinta não são mais do que uma juventude que começa a se misturar com a maturidade de quem já viveu bastante, mas que ainda olha pra frente consciente de que tem muita coisa boa por vir.

Infelizmente não posso atribuir à cultura brasileira esse erro conceitual sobre as idades atuais de um ser humano, especialmente das mulheres. Mesmo assim e em contrapartida, o estilo de aparência escolhido pelas mulheres brasileiras é bem diferente dos das argentinas. Umas amigas francesas me disseram faz uns anos atrás que as mulheres argentinas se vestiam como se fossem mais novas, em comparação com as francesas. Talvez as brasileiras fossem achar a mesma coisa. Não sei. Eu teria várias coisas a dizer sobre os costumes femininos das brasileiras na hora de escolher as roupas. Do tipo: calça de malha colada no corpo não é roupa pra sair na rua (nem para estar em casa, se aceitam a minha sinceridade), calça jean tão apertada assim não é bom pra saúde sexual (ao menos não para a saúde da mulher), abusar do sutiã com recheio acaba com toda intenção de bom gosto, caminhar acima de 15 centímetros de sola não dá a impressão da mulher ser mais alta e sim mais traumatizada... coisas do tipo. Mas não vou, porque já toda mulher sabe que tem coisas mais importantes do que o visual, e olha que isto dito por alguém que adora assistir os desfiles de moda no Fashion TV, mas moda é uma coisa e submissão sexual é uma outra muito diferente. Cuidado com confundir.

O respeito por cima de tudo. Isso é o que não pode cair. O respeito por si mesmo. O respeito pelo corpo e a saúde sexual e mental, não só das mulheres, dos homens também. Já ouvi a mais de um homem se queixar de não querer ser usado pelas mulheres que conhecia. Incrível, né? É só saber ouvir. Observar.

E assim foi que saí do supermercado, me sentindo injustiçada. Até que pensei: e as mulheres de mais de 30? E as mulheres que já estão com quarenta e poucos? Pois é, coitadinhas, tomara já tenham aprendido a nunca olhar para as revistas enquanto aguardam na fila do caixa do supermercado.



Cho-quei.

14 de novembro de 2009

Foto.



No quise asustar a nadie.

La tormenta está pasando y salimos bastante secos.
Estoy en Brasil, en el depto. de un hombre que me ama como nunca vi a nadie amar.
Como dijo Zeca Pagodinho:
Deixa a vida me levar,
(Vida leva eu!)
Sou feliz e agradeço
Por tudo que Deus me deu...









-)

12 de novembro de 2009

La fragilidad se ha apoderado de mí.

Escribo mis penas con lágrimas sobre el vacío espeso que anuncia una desgracia cuya anticipación llega a ser aún más hiriente que la desgracia en sí. (Anduve leyendo Cortázar.)
Siento en la piel un escalofrío de presentimientos indeseados.
Dos veces en la vida sentí algo similar, solo que más intenso y considerablemente más breve. En ambas ocasiones alguien cercano a mí murió. No ocurrió lo mismo cuando se trató de mi querido abuelo, a quien no paso un día sin recordar. No presentí su muerte, aunque sabíamos que estaba aproximándose. Fue de madrugada. Yo me encontraba dormida cuando sucedió. Pero inclusive en esa ocasión tan personal, tuve la oportunidad de despedirme de él la noche anterior. Aún hoy creo que él consiguió oír mis palabras.
Llevo noches sin dormir. No, miento, anoche conseguí dormir en la felicidad de la paz conyugal. Pero esta tarde volvió a mí la oscuridad.
Sé lo que vas a decirme, madre. Lo sé desde lo profundo de mi dolor, pero hay cosas que no se pueden cambiar. Es tarde. La falsedad me aterra. Me desnuda. Me arroja, vulnerable, en un mundo de lobos feroces.
Tengo tanto miedo de que se quiebre lo que costó tanto construir.
Es irónico cómo, con una pequeña decisión, puede modificarse para siempre el curso de una historia. A veces con decisiones aparentemente inofensivas.

De mañana cuido de la casa. La sensación de normalidad, de seguridad del hogar, me reconforta.
De tarde camino por la ciudad, o salgo a correr por la orilla del río, con la esperanza de alcanzar aquello que se me escurre de las manos.
Por la noche salgo a fumar, rezándole a Iemanjá que me adopte y me proteja. En esos momentos creo que comienzo a entender la necesidad de las religiones sobre esta tierra.

Siempre buscando al príncipe azul que me salve y me lleve lejos. Que me convierta al judaísmo si hace falta, pero que me lleve con él, limpiando mi pasado. Besando mis cicatrices.
Lo frágil ha tomado el lugar de la liviandad. El aire está pesado. La resignación lucha contra el resentimiento.
De nuevo el amor aparece como única opción de salvación. Pero quién cuida del amor? Quien vela por él?
Mis plantas se están muriendo, anunciando así una futura mudanza. A donde será esta vez? Quien irá de esta vez?

Tanta tragedia no está justificada. No sucedió ni va a suceder nada grave. Nadie va a morir. Y sin embargo…
He visto, por primera vez, la mentira en los ojos de mi vida.

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Pois é.

Pois é. É de noite que as coisas ficam escuras. Ou se esclarecem. Ou ficam em pausa, aguardando para o novo dia vir e nos contar o resto da história.

E quando somos nós os escritores? Quando é nosso o trabalho de virar o dia inventando uma continuação, uma continuidade nas nossas vidas? Cadê a inspiração?
Os dias ficam compridos demais quando não se tem muito para fazer. E fica ainda mais difícil estando gripada, quase de cama, e aborrecida. Tempo demais para observar estaticamente a incerteza do futuro. O ano passado não conseguia me segurar da ansiedade de fazer coisas. Viver no exterior, estudar aquelas partituras que nunca dava tempo para desfrutar com calma, arrumar um emprego em português, conhecer pessoas e lugares novos! Uma segunda chance de começar. Pois é. Nem foi bem assim que as coisas aconteceram. No exterior eu estou, mas pareço mais uma turista do que uma estrangeira morando num outro país. As partituras... pois bem, eu já disse que com tanto tempo livre fica difícil se organizar, ainda mais com a preocupação constante de conseguir um trabalho? Pessoas e lugares eu conheci, todos muito bacanas. Mas com isto só não é suficiente. Nem foram tantos assim.
A minha vida foi veloz demais por momentos, e hoje ficou suspensa. Tem, é claro, o crescimento pessoal, a experiência de vida, que virão muito úteis num futuro que ainda está por ser escrito.

Hoje eu sou uma página em branco.

...

2 de novembro de 2009







Viaje relámpago a Rio de Janeiro.
Un dia maravilloso.
Un concierto estupendo.
Un compositor del que estoy muy orgullosa.
Gracias por invitarme a compartir más un momento de tu vida.
Gracias por crear más un recuerdo en nuestra linda história de amor.

Gracias.