12 de novembro de 2009

Pois é.

Pois é. É de noite que as coisas ficam escuras. Ou se esclarecem. Ou ficam em pausa, aguardando para o novo dia vir e nos contar o resto da história.

E quando somos nós os escritores? Quando é nosso o trabalho de virar o dia inventando uma continuação, uma continuidade nas nossas vidas? Cadê a inspiração?
Os dias ficam compridos demais quando não se tem muito para fazer. E fica ainda mais difícil estando gripada, quase de cama, e aborrecida. Tempo demais para observar estaticamente a incerteza do futuro. O ano passado não conseguia me segurar da ansiedade de fazer coisas. Viver no exterior, estudar aquelas partituras que nunca dava tempo para desfrutar com calma, arrumar um emprego em português, conhecer pessoas e lugares novos! Uma segunda chance de começar. Pois é. Nem foi bem assim que as coisas aconteceram. No exterior eu estou, mas pareço mais uma turista do que uma estrangeira morando num outro país. As partituras... pois bem, eu já disse que com tanto tempo livre fica difícil se organizar, ainda mais com a preocupação constante de conseguir um trabalho? Pessoas e lugares eu conheci, todos muito bacanas. Mas com isto só não é suficiente. Nem foram tantos assim.
A minha vida foi veloz demais por momentos, e hoje ficou suspensa. Tem, é claro, o crescimento pessoal, a experiência de vida, que virão muito úteis num futuro que ainda está por ser escrito.

Hoje eu sou uma página em branco.

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