A minha mãe é uma pessoa a quem respeito profundamente. E a quem admiro. E uma das coisas que eu mais admiro dela, é a amizade que ela tem com uma grande quantidade de pessoas. Todas elas muito especiais, carismáticas e algumas bem divertidas. Em resumo: adoro as loucas amigas da minha mãe.
Neste caso vou me referir a uma a quem não posso colocar na categoria de “louca”, sendo ela uma pessoa bastante tranqüila, mas definitivamente especial e carismática. E nem é dela que eu vou falar, mas da filha dela, a quem eu nunca tinha conhecido até umas semanas atrás. Na verdade, vou contar essa história em plural, pois foi vivida de a dois.
Acontece que o ano passado, o meu namorado e eu conhecemos algumas amigas da minha mãe a quem ainda não tínhamos tido o prazer de ser apresentados. Por várias razões o nome de Paula S. esteve em algumas conversas (entre alguns outros, sem falar da presença em corpo e alma da nossa querida “Negra”, que vamos ver quando é que vai nos dignar com a sua presença por estas terras). Em fim... a loja linda que Paula tem na rua Defensa, no nosso querido bairro de San Telmo. (Por sinal, Defensa é a rua da minha família. E uma brincadeira psicanalítica se faz quase impossível de resistir.) ...o fato da cantora Liliana Herrero, a quem meu namorado adora, ser íntima cliente dessa loja, embora nunca tenhamos tido a sorte de coincidir com ela em tempo e espaço. Mas foi faz uma ou talvez duas semanas atrás que voltamos falar sobre ela. Mais exatamente, sobre a filha dela. Acontece que nós dois já tínhamos ouvido falar que ela é artesã, que faz jóias (também vendidas na loja da rua Defensa), que mora em Montevideo com o seu companheiro e que eles tem o garotinho mais lindo como filho.
Em resumo, a Camila estava vindo pela primeira vez para POA. Duas semanas de Féria Latinoamericana de Artesanato, 19ª edição, lá no Gasómetro, bem pertinho de casa. E assim foi como conhecemos à Camila: ela tocou a campainha de casa uma quarta de primavera, à tarde, e ficou morando conosco, sem a gente ter conhecido ela anteriormente, nem ela saber onde é que estava se metendo. Porque é preciso dizer que dificilmente ela soubesse da nossa existência até pouco tempo atrás. E assim começou o que tomara seja uma longa e linda amizade.
A experiência de convívio foi muito boa. O Bruno e eu ficamos muito felizes por té-la tido em casa durante esses dias, passados os quais a família dela veio encontrá-la: Tomás e Gorka, os dois amores da Camila.
Houve até uma reunião aqui em casa, aos três dias dela ter chegado, e com escusa do meu niver. Foi uma noite muito divertida. Aos brasileiros (nacionalidade esperada, é claro) somaram-se uns alunos estrangeiros, colegas de faculdade do Bruno, a quem achamos seria legal convidar para a ocasião. Éramos então, dois brasileiros, duas brasileiras, duas argentinas, uma francesa e um espanhol. Cada qual falando uma mistura de espanhol com português. Muita risada e boas amizades. Os amigos do meu namorado são, sem exceção, pessoas muito queridas.
A Camila passou a última noite da feira aqui em casa conosco. A família dela já tinha ido embora. Acordamos cedo para despedi-la, lá onde a conhecemos, na porta da nossa casa.
E assim foi como voltamos à nossa rotina. Com saudades da Camila, e a felicidade de termos feito bons amigos. E tudo, pela confiança que o Bruno e eu temos na minha mãe.
Por sinal, o Garfield está com saudades do Gorkita!
Gracias!!!Con lagrimas en los ojos... Por suerte, creo que por suerte, me emociona saberlos amigos míos...Y haberme traído de porto Alegre (gracias a ustedes) una experiencia hermosa e irrepetible!!!
ResponderExcluirAndrea me gusta mucho , mucho , mucho como escribís... Siento que tenemos una sensibilidad muy parecida, y tus palabras y el ritmo que les das me llegan con facilidad al alma...
Aunque me despertaba, tanto yo como Gorka extrañamos mucho a Garfield !!!
Los quiero!!!!!!!!!!!!!! Camila